Invincible: A arte da paródia

 Invincible é uma das mais recentes apostas da Amazon no seu serviço de streaming. Depois do sucesso que tem obtido com a sua adaptação de The Boys, o gigante americano investiu na adaptação de Invincible

Invincible, tal como The Boys, apresenta-se como uma sátira daquilo que vemos DC e Marvel apresentar, introduzindo também uma forte crítica social sob uma pincelada de linguagem rude, muito sangue e entranhas expostas.


Invincible nasceu em 2003 da cabeça de Robert Kirkman, que muitos conhecerão como co-criador de The Walking Dead. Kirkman escreveu, com ajuda das ilustrações de Gary Walker e Ryan Ottley, 144 volumes entre 2003 e 2018. Em 2018 tornou-se produtor da série baseada nos comics que ajudou a criar, juntando-se a Simon Racciopa na produção da mesma. A série animada apresenta um estilo muito semelhante ao que podemos encontrar nos comics.

Confesso que não sou conhecedor profundo da banda desenhada de onde é adaptado, portanto quando soube que a série ia estrear fiquei curioso. Especialmente quando vi o elenco de quem dá voz aos personagens. Nomes familiares como JK Simmons (Spiderman; Justice League), Mark Hamill (Star Wars, Batman Animated Series) e Clancy Brown (The Clone Wars, Detroit: Become Human) fizeram o meu alarme soar de imediato. 


As semelhanças com o espectro da DC/Marvel são claras e Invincible nunca esconde isso. Desde Omni-Man e a semelhança com a história de Superman aos Guardians of the Globe que surgem como uma paródia da Liga da Justiça. É apresentada inicialmente como uma história de heróis family friendly mas rapidamente percebemos que é muito mais que isso. As obscenidades que fronteiram a barreira do excessivo abrem espaço a diálogos impossíveis de conseguir num blockbuster de Hollywood. O facto de ser uma série animada também permite aos produtores e à realização criarem cenas indeléveis que também seriam impossíveis de conseguir num blockbuster. E o que não falta é violência e gore ao longos dos oito episódios que compõem a primeira temporada (já disponível completa na Amazon Prime).


Pelo meio Invincible consegue fazer aquilo que filmes como Man of Steel não fizeram tão bem, e aquilo que Justice League falha redondamente em fazer. Mas não vou entrar em detalhes porque seria dar spoilers da série...e eu tenho por hábito evitá-los.

Esta primeira temporada é uma maratona de riso, de gesticular o punho fechado e uma fonte inesgotável de memes. E as primeiras impressões que podemos tirar dela é que tem tudo para ser uma série de culto no futuro próximo.

Entretanto a Amazon já garantiu mais duas temporada de Invincible...e eu pessoalmente mal posso esperar.

Comentários

Mensagens populares