O baixista encontra o amor
“I'm talking to YOU, Scott Pilgrim”
Bem, com a minha recente promoção neste projecto (thank you, thank you),
decidi celebrar com um dos meus filmes favoritos. Scott Pilgrim vs. The World
*bass solo*.
Quando descobri este filme, anos atrás, acabou por ser uma das maiores
maravilhas para a minha vida. Este filme tinha tudo: jogos, luta, música,
desafios pelo amor sem ser um filme absolutamente “lamechas”, pizza, piadas,
ser no Canadá e haver pessoas a dizer palavrões (isto para contrariar todo o
folclore à volta dos canadianos), lutas, battle
of the bands, bass battles,
superpoderes, Bollywood, polícia especial, combate entre monstros, indie music,
espadas, morte, pontos de vida, um pacote da Amazon (que teve de ser atirado na
verdade mais de 40 vezes para acertar no caixote mas hollywood e a sua magia
né?), portas misteriosas, pão de alho, duplos, cabelos coloridos (RGB biaaaaaaaaaatch),
stalkers, e já falei em espadas e bass battles??? Bass battles dude.
Scott Pilgrim é uma criação de Bryan Lee O’Malley, cartoonista canadiano
que criou uma série de 6 graphic novels, desenvolvida entre 2004 e 2010, sobre
a personagem Scott, um jovem adulto canadiano de 22 anos, desempregado sem
interesse de momento a encontrar um novo emprego e que toca baixo para a banda
formada com os amigos, os Sex Bob-Omb. O título do segundo volume foi utilizado
para o filme.
Nos primeiros 2 minutos e 40 segundos, apercebo-me logo que o filme é
genial. O filme começa simples, frases que fazem relembrar introdução de um
comic, com o texto presente nos cantos enquanto estás a entrar para dentro da
acção. Scott pilgrim (interpretado
por Michael Cera), na terra misteriosa de
Toronto no Canadá, está a namorar uma moça do secundário (ou seja, neste
caso, 17 anos). Cada uma das personagens é apresenta como na novela gráfica. Um
rectângulo preto, letras brancas, inclui nome, idade, e “rating”. Kim Pines,
baterista. Steven Stills, “The Talent”, guitarrista e vocalista principal. “Young”
Neil, já volto a este. Knives Chau, chinesa, escola privada. Yeah, cliché que
até mete gozo (obrigado Brian). Knives vai até casa de Steven, a convite do Scott,
para um ensaio de banda. Knives senta-se ao lado do Neil, quase tímida, um
mundo completamente novo para ela, e pergunta-lhe o que é que ele toca (“What
do you play?”). “Wow ahm... Zelda.
Tetris. That’s kinda a big question?” Acho que não seria mais apresentar a
ligação que este filme e as novelas gráficas têm com videojogos, como seria
notar mais à frente no artigo.
As músicas que aparecem no filme foram desenvolvidas de propósito para o
filme. Eu admito que não tenho conhecimentos desenvolvidos na música para
argumentar quem teve envolvido (para isso têm aqui este link para os curiosos :
en.wikipedia.org/wiki/Scott_Pilgrim_vs._the_World#Music ), mas admiro bastante
as músicas. A música apresenta um grande elemento pelo filme. A banda de Scott
Pilgrim entra numa competição de Battle
of the Bands, além da banda principal foram criadas mais duas ficticias e
um duo musical. A primeira banda, Clash
and The Boys, é utilizada para várias piadas logo, desde o complexo para a
Kim de eles também terem uma rapariga na bateria, e o Wallace, o colega de
quarto gay de Scott, mandar piropos para tentar irritá-los (como ele é capaz de
fazer para todos).
Um dia Scott vê-se num deserto onde vê uma rapariga que lhe diz que aquilo
é só um sonho parvo. No dia a seguir, quando está na biblioteca com a sua
“namorada” (que até aquele momento o mais próximos que estiveram foi tocar com
as mãos) onde vê a rapariga dos seus sonhos (bem, literalmente, é foi um sonho,
não vários). Mais tarde, numa festa ele fala com uma personagem, Comeau, e ele
conhece todas as pessoas. Literalmente. Ele mostra-lhe um sketch rápido de
linha única da rapariga e BAMS,
Ramona Flowers (interpretada por Mary Elizabeth Winstead), e após de uma
tentativa terrível de “engate” (ok, não é assim tão terrivel... bem é terrivel
para engate mas informativo, quero dizer, quem é que antes de ver este filme
sabia a origem do nome do Pac-man? A personagem de videojogo, não o músico) e
após uso dos maravilhosos serviços de encomenda online e entraga da Amazon no
Canadá, ele consegue um encontro com ela. E podia ser aí uma simples história
de geeks e nerds e de “amor”. MAS NÃO. Ok, já se percebeu, eles saem num
encontro, acontece algo na primeira noite em casa dela (não, não estou a falar
de irem para a cama, estou a falar da cena mais memorável relacionada com chás,
e ok talvez eles depois vão para a cama) e ele convida para a primeira luta de
bandas que ele vai ter e aí começa o enredo a sério do filme.
Um gajo, vestido que faz lembrar piratas modernos (roupa às riscas, ligeira
sombra nos olhos que ou faz lembrar my chemical romance ou, como não é assim
tão abusada em pele branquinha, sobretudo porque ele parece-me ser indiano, dá
um vibe de Jack Sparrow) desafia-o para um combate. Mesmo um combate, punhos e
tudo, e melhor do que isso? Quando efectuaram a cena de combate, a cada toque
voava pó para lembrar os antigos filmes de artes marciais, e o factor de jogos
nisto? Demon Chicks, ataques combo com contador atingir 64 (BOOM, referência à infância da
nintendo), palavras que aparecem no ar que fazem lembrar jogos como Street
Fighter e livros de banda desenhada com cenas de porrada KPOW BOOM CRACK, e quando derrotado vê-se uma quantidade de pontos
atribuídos ao Scott e recebe algum dinheiro, como loot após de derrotar um
boss. E durante a batalha, qual Scott pergunta a Ramona a história por detrás
daquilo, vê-se um flashback desenhado com o estilo da novela gráfica. E aqui
temos o 1º EVIL EX da Ramona, que descobrimos pouco tempo depois que se ele
quer continuar a namorar com a ramona, tem de derrotar todos os seus Evil Exes,
7 Evil EXES (not ex-boyfriends, exes. She
was bicurious, cool...). Alguns dos Exes são conhecidos actualmente por
outros papéis. O número 2, Lucas Lee é interpretado por Chris Evans, a.k.a.,
Captain F****** ‘Merica. Número 3, Todd, é interpretado por Brandon Routh,
conhecido por Atom na série Arrow ou Legends of Tomorrow.
Um factor
engraçado deste filme é os desenhos, logos e imagem. O símbolo da banda Sex
Bob-Omb foi desenhado pelo criador. O sketch que o Scott apresenta na festa
para procurar a ramona também foi desenhado por ele. Algumas t-shirts criadas
para a novela gráfica foram recreadas para o filme. Existe uma grande ligação
visual relacionada com os ex. O 3º ex quando aparece ele tem na tshirt o número
3, o último ex, Gideon tem na tshirt o logo é composto por 3 G’s em formação de
Tri Force invertido. As personagens dos Exes estão muito bem representadas no
filme sem se desviarem do aspecto original. Existe muitos detalhes visuais,
como as fotografias da ex do Scott aparecerem por detrás dele na parede quando
ela lhe liga ou quando scott pensa sobre os Exes vemos 7 X’s num singulo shot
que os representam. A primeira música original apresentada neste filme
acompanhada pela sequência de entrada inspirada na técnica drawn-on-film revela
ainda mais a ligação aos clássicos, mas também a ligação aos detalhes porque
cada imagem pintada relaciona-se com cada ponto do filme. Os Exes, as batalhas,
a vida de Scott. Awesome.
(Hey, quem é que convidou o manager de
marketing dos X-Men?)
Falando em
desenhos, façam um favor a vocês próprios, vejam o filme, oiçam as músicas,
revejam o filme e vão depois ler os 6 livros. Porquê? Para começar o filme naturalmente
tão alguns pormenores que os livros não têm, todos nós conhecemos esse
fenómeno. Mas também conhecemos o outro fenómeno que é, os livros, quer sejam
puramente de letras, ou como neste caso estilo gráfico. Isto nota-se neste caso
devido aos seguintes factores: o budget para um filme não é ilimitado, livros
têm mais tempo para todos os pormenores, e em especial para o final, o 6º livro
ainda estava em desenvolvimento quando estavam a acabar o final (onde é que eu
já vi isto... epah não me lembro mesmo... mas é melhor fechar a janela, a
meteorologia avisou que vem aí frio) por isso, o resultado foi parecido mas no
comic tem muito mais POW POW e WOW. E depois disto tudo procurem o
final alternativo que foi desenvolvido o guião porque, como mencionei, o último
livro ainda estava a ser desenvolvido.



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