Review do Esquadrão Suicida



É um dos filmes mais esperados do ano, principalmente nos blockbusters de verão, onde tivemos “Deadpool”, “Guerra Civil” e “Batman v Superman”. 


Havia muita expectativa por vários motivos. Primeiro porque seria a primeira vez que a vilã Harley Quinn, arqui-inimiga de Batman ia aparecer no grande ecrã.


Segundo Jared Letto seria o actor designado para interpretar o lendário vilão Joker, após Heath Ledger ter subido a fasquia no filme “O Cavaleiro das Trevas” (2008).


Terceiro: a operação de marketing usou sabiamente a música “Bohemian Rapsody” dos Queen num dos trailers, aliada a uma montagem entre vídeo e som, absolutamente exemplar.


Em poucas palavras, a película é a resposta da DC, ao sucesso dos Guardiões da Galáxia, outro sucesso inesperado por parte da Marvel. O elenco é composto por personagens obscuras dentro do universo da banda desenhada. A excepção seria Harley Quinn, parceira de Joker, que é bastante acarinhada pelos fãs da DC Comics.


Dito isto, não considero que seja um aspecto negativo, porque a base do cinema contemporâneo consiste em “seguir as tendências”, algo que os filmes de super-heróis fazem bastante. Mas desde que seja feito de forma diferente e não uma cópia chapada parece-me que não há problema.


O filme tem problemas no que diz respeito à apresentação do elenco do esquadrão suicida, porque dá mais tempo de exposição das personagens interpretadas por Margot Robbie e Will Smith. Seria expectável porque são as personagens representadas por actores mais reconhecidos pelo grande público. São os grandes “iscos” para agarrar público, fora a presença do Coringa (para quem leu as bandas-desenhadas brasileiras de Batman, sabe que é o nome para o Joker).


“Esquadrão Suicida” não é daqueles filmes que vai agarrar espectadores casuais. Destes espectadores certamente irão sair defraudados, porque esperavam uma maior participação do Joker. Talvez culpe o marketing por detrás.


É um filme de “curtir” o momento e deixar a realidade fora da sala. Vai haver momentos de comédia, de sentimentalismos e de adrenalina total. Os fãs vão deliciar-se com uma quantidade razoável de “easter eggs” presentes no filme, principalmente de Harley Quinn.


A utilização de uma banda-sonora com temas rock, faz com que o público crie uma maior ligação ao enredo, apesar de não ser suficiente para tapar as lacunas.


O final é cliché e totalmente previsível para quem costuma ver filmes do géneros. É uma viagem para um mundo apocalíptico, onde a última salvação são uma trupe de vilões “maus, feios e porcos”.


E aí “Esquadrão Suicida” não falhou nesse pormenor.


Recomendado para fãs de acção, de vilões e principalmente “one liners”.


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